NR-1: novas atualizações e a inclusão dos fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais
A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passou por importantes atualizações com a publicação da Portaria MTE nº 1.419. Entre as principais mudanças está a inclusão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Dessa forma, a gestão da Saúde e Segurança do Trabalho (SST) passa a considerar fatores que também afetam a saúde mental dos trabalhadores.
Além dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, as empresas precisam avaliar aspectos ligados à organização do trabalho. Por isso, o gerenciamento de riscos se torna mais completo e preventivo.
Neste artigo, você vai entender o que mudou na NR-1, quais são os impactos para as empresas e como atender às novas exigências.
O que mudou na NR-1?
A atualização da NR-1 trouxe novas definições e reforçou as diretrizes relacionadas ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Além disso, ampliou a responsabilidade das empresas na identificação, avaliação e controle dos riscos existentes.
A principal novidade é a inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Com isso, fatores ligados à organização do trabalho passam a integrar oficialmente o processo de gerenciamento.
Consequentemente, as empresas precisam ampliar a análise dos riscos ocupacionais e desenvolver ações preventivas mais abrangentes.
A inclusão dos riscos psicossociais no GRO
A incorporação dos riscos psicossociais representa um importante avanço para a Saúde e Segurança do Trabalho. Afinal, fatores como estresse, sobrecarga de trabalho e assédio podem comprometer a saúde física e mental dos colaboradores.
Além disso, esses riscos podem aumentar o absenteísmo, reduzir a produtividade e elevar o número de afastamentos.
Por esse motivo, a NR-1 reforça a necessidade de identificar esses fatores e controlar suas causas antes que gerem impactos maiores.
O que são riscos psicossociais?
Os riscos psicossociais são fatores relacionados à organização do trabalho, às condições laborais e às relações interpessoais. Esses fatores podem afetar a saúde física, mental e social dos trabalhadores.
Entre os principais exemplos estão a sobrecarga de trabalho, o excesso de cobrança, o estresse ocupacional, o assédio moral, os conflitos entre equipes e a dificuldade para conciliar a vida pessoal e profissional.
Quando esses fatores permanecem sem controle, podem provocar adoecimento, afastamentos e queda no desempenho das equipes.
Como gerenciar os riscos psicossociais?
A atualização da NR-1 exige um processo contínuo de gerenciamento desses riscos.
Primeiramente, a empresa deve identificar os fatores psicossociais presentes na organização. Para isso, precisa analisar a carga de trabalho, a liderança, a comunicação interna, o clima organizacional e o relacionamento entre as equipes.
Em seguida, deve avaliar o nível de risco de cada situação. Assim, consegue definir prioridades e estabelecer um plano de ação.
Além disso, todos os riscos identificados precisam constar no inventário de riscos do PGR. Dessa maneira, o acompanhamento das ações torna-se mais organizado.
Por fim, a empresa deve implementar medidas preventivas. Entre elas estão a melhoria da comunicação, a revisão da organização do trabalho, o equilíbrio da carga de atividades e a oferta de apoio psicológico.
Novos termos da NR-1
A Portaria MTE nº 1.419 também atualizou conceitos importantes.
O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) passa a ser entendido como um processo contínuo de identificação, avaliação e controle dos riscos.
Além disso, o conceito de perigo ou fator de risco ocupacional foi ampliado. Agora, considera qualquer situação capaz de causar lesões ou danos à saúde.
A norma também define as emergências de grande magnitude. Esses eventos podem afetar trabalhadores, comunidades e o meio ambiente.
Da mesma forma, o levantamento preliminar de perigos ganha ainda mais importância. Afinal, essa etapa permite identificar riscos antes da adoção das medidas de controle.
Como as empresas podem se preparar?
As empresas precisam revisar seus processos de gestão de riscos. Além disso, devem incluir os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos.
Também é importante promover ações que favoreçam o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Dessa forma, a organização reduz fatores que contribuem para o estresse ocupacional.
Ao mesmo tempo, vale investir na capacitação de gestores e colaboradores. Assim, todos conseguem identificar sinais de risco e agir de forma preventiva.
Outra medida importante é oferecer programas de apoio psicológico. Além disso, a empresa deve criar canais de acolhimento para situações de assédio, conflitos e estresse.
Por fim, políticas organizacionais claras ajudam a fortalecer um ambiente saudável. Consequentemente, a empresa reduz riscos e melhora o bem-estar dos colaboradores.
Conclusão
As atualizações da NR-1 representam um avanço importante para a Saúde e Segurança do Trabalho. Afinal, a inclusão dos riscos psicossociais amplia a prevenção e fortalece a gestão dos riscos ocupacionais.
Além de atender à legislação, as empresas que adotam essas práticas promovem ambientes mais saudáveis. Também reduzem afastamentos e fortalecem a cultura de prevenção.
Por isso, preparar-se para as mudanças da NR-1 significa investir na saúde, na segurança e na qualidade de vida dos colaboradores. Dessa forma, a organização se torna mais produtiva, resiliente e preparada para os desafios do mercado.
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Fonte: https://onsafety.com.br/nr-1-atualizada-para-2025/



